Há na dor certo encanto
Certo entorpecimento no sangrar
Há o calar a plenos pulmões, o grito
Há no horizonte cegueira
Há o peso insuportável do etéreo
O tilintar surdo de mortas sensações
O pulsar inerte de rotas esperanças
Há a fatigante e ilusória espera do porvir
Há o alienante aguardo do pleno agora
Há o ritmo que marca a existência
O tic-tac sem sentido do relógio
O maestro excêntrico do Tempo
E houve, há e haverá o que já não sou
Sendo na inconstância e incompletude
O que O Incognoscível me permite ser
...
(Texto: Rebecka Rabêlo)
(Texto: Rebecka Rabêlo)
