
Não há como escaparmos de certas nuances do existir. Uma destas é o ato initerrupto da espera. Não há como fugir das esperas, esperamos sempre..há sempre motivos que nos levam a tal estado de espírito. A própria vida decerto é uma sala de espera...a sala de espera da Eternidade. Não há convicção, ideal,não há surto,subterfúgio algum que seja capaz de evitar que conjuguemos o verbo ESPERAR, em todos os tempos e modos:Eu esperaria, Tu esperas, Ele esperará, Nós esperavamos,esperem Vós,Eles esperarão...e prosseguiremos sempre a conjugar tal verbo.
Há sempre a espera...a espera surda do dito, do inaudito, do que se dirá..há o enlevo da espera do ter, e a angustiante espera do não ter, do deixar de ter...há a espera entorpecida do esperar o que não é, o que não se sabe ...a espera paradoxal do estar esperando o fim da espera..a constância da espera do esperado e a doce espera do inesperado..há a espera..e na espera há o existir,esperando a espera..na espera de Ser no Eterno, no Pleno, no Infinito.
Texto : Rebecka Rabêlo
Imagem : Alguém Talentoso
Muito massa...
ResponderExcluirEu 'espero' por mais artigos seus!
Beijos.
rss..ta vendo..há sempre a espera..até por um artigo..rss..
ResponderExcluirBjão Leozinho!