No olhar distante a proximidade
No sorriso aberto a lágrima furtiva
Na dança lépida o passo trôpego...
Na multidão de palavras o silêncio d’alma
No desencontro o maior dos abraços
No enxergar claramente a profunda cegueira...
Na amargura a doce tristeza
No murmúrio abafado o grito lancinante
No pulso vibrante a morbidez do existir...
Nos maiores paradoxos as grandes respostas...
Texto: Rebecka Rabêlo
terça-feira, 22 de junho de 2010
terça-feira, 18 de maio de 2010
Pontes...

Pontes pra nenhum lugar
Pra algum lugar
Pra qualquer lugar...
Pontes pra ir
Pra vir
Pra chegar
Pra fugir...
Pontes de pedras
De aço
De concreto
De sorrisos
De olhares...
E na Ponte a gente vai
De lugar nenhum pra lugar algum
Pra todos os lugares
E pra nenhum dos lugares...
Ou simplesmente a gente fica lá na Ponte
A contemplar a ponta da Ponte...
A Ponte pro Existir
No ato do Pensar.
Texto: Rebecka Rabêlo
Imagem: Matheus Souza
Maio de 2010.
domingo, 2 de maio de 2010
Eu espero..Tu esperas..Nós esperamos..Vós esperais..

Não há como escaparmos de certas nuances do existir. Uma destas é o ato initerrupto da espera. Não há como fugir das esperas, esperamos sempre..há sempre motivos que nos levam a tal estado de espírito. A própria vida decerto é uma sala de espera...a sala de espera da Eternidade. Não há convicção, ideal,não há surto,subterfúgio algum que seja capaz de evitar que conjuguemos o verbo ESPERAR, em todos os tempos e modos:Eu esperaria, Tu esperas, Ele esperará, Nós esperavamos,esperem Vós,Eles esperarão...e prosseguiremos sempre a conjugar tal verbo.
Há sempre a espera...a espera surda do dito, do inaudito, do que se dirá..há o enlevo da espera do ter, e a angustiante espera do não ter, do deixar de ter...há a espera entorpecida do esperar o que não é, o que não se sabe ...a espera paradoxal do estar esperando o fim da espera..a constância da espera do esperado e a doce espera do inesperado..há a espera..e na espera há o existir,esperando a espera..na espera de Ser no Eterno, no Pleno, no Infinito.
Texto : Rebecka Rabêlo
Imagem : Alguém Talentoso
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Pinceladas do Grande Artista

E Ele se punha a compor..pinceladas precisas,porém insustentavelmente leves,numa profusão acetinada de tons e nuances. E ia se formando a tela, e se materializando no fazer de Suas mãos os movimentos de Sua essência, o Belo, e ia compondo...e que esplêndido! Ai estava sua mais nova tela..e Ele resolve emoldurá-la, e nenhuma moldura seria tão apropriada para Sua magnifíca tela quanto uma feita de retina, iris, pupila, e folheada a fascinío. Então Ele sussurra ao ouvido de um sensível e nobre detentor de retina, íris, pupila e fascinio, este dispôe-se , e ei-la pronta! A bela tela do Grande Artista na sua mais apropriada moldura, feita de íris, retina , pupila e fascínio..e na moldura há a inscrição: Belo pôr-do-sol esse de hoje !!
Texto:Rebecka Rabelo.
Imagem : José Barbosa Jr.
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