segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Furto...


O olhar rápido denunciava o espírito perspicaz
Era ladrão por paixão
Paixão pela aventura e pela iminente desventura
Ladrão de paixões , de olhares, de encantos
O fascínio do controvertido andante
O charme do incerto, do futuro imprevisto
E tentava a todo custo executar o grande furto,
Roubar da vida um pouco da tão perseguida felicidade
Tentou de mil modos consegui-la, de mil jardins roubá-la
Imaginou tê-la quando roubasse os olhares
Quando raptasse corações
Doce engano o seu
Na ânsia de furtá-la acabou por ferir os pés
Marcou as mãos, arranhou a face
Foi então que já velho em um ultimo furto conseguiu um espelho d’alma
E ao enxergar-se através deste espelho percebeu que a gema que perseguia
Sempre estivera ali mesmo num velho pingente que trazia consigo
Pendurado numa delicada corrente, a corrente do encanto de viver!

Texto:Rebecka Rabêlo