No olhar distante a proximidade
No sorriso aberto a lágrima furtiva
Na dança lépida o passo trôpego...
Na multidão de palavras o silêncio d’alma
No desencontro o maior dos abraços
No enxergar claramente a profunda cegueira...
Na amargura a doce tristeza
No murmúrio abafado o grito lancinante
No pulso vibrante a morbidez do existir...
Nos maiores paradoxos as grandes respostas...
Texto: Rebecka Rabêlo