terça-feira, 18 de maio de 2010

Pontes...




Pontes pra nenhum lugar
Pra algum lugar
Pra qualquer lugar...

Pontes pra ir
Pra vir
Pra chegar
Pra fugir...

Pontes de pedras
De aço
De concreto
De sorrisos
De olhares...

E na Ponte a gente vai
De lugar nenhum pra lugar algum
Pra todos os lugares
E pra nenhum dos lugares...

Ou simplesmente a gente fica lá na Ponte
A contemplar a ponta da Ponte...

A Ponte pro Existir
No ato do Pensar.


Texto: Rebecka Rabêlo
Imagem: Matheus Souza

Maio de 2010.

domingo, 2 de maio de 2010

Eu espero..Tu esperas..Nós esperamos..Vós esperais..



Não há como escaparmos de certas nuances do existir. Uma destas é o ato initerrupto da espera. Não há como fugir das esperas, esperamos sempre..há sempre motivos que nos levam a tal estado de espírito. A própria vida decerto é uma sala de espera...a sala de espera da Eternidade. Não há convicção, ideal,não há surto,subterfúgio algum que seja capaz de evitar que conjuguemos o verbo ESPERAR, em todos os tempos e modos:Eu esperaria, Tu esperas, Ele esperará, Nós esperavamos,esperem Vós,Eles esperarão...e prosseguiremos sempre a conjugar tal verbo.
Há sempre a espera...a espera surda do dito, do inaudito, do que se dirá..há o enlevo da espera do ter, e a angustiante espera do não ter, do deixar de ter...há a espera entorpecida do esperar o que não é, o que não se sabe ...a espera paradoxal do estar esperando o fim da espera..a constância da espera do esperado e a doce espera do inesperado..há a espera..e na espera há o existir,esperando a espera..na espera de Ser no Eterno, no Pleno, no Infinito.


Texto : Rebecka Rabêlo
Imagem : Alguém Talentoso